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sábado, 12 de novembro de 2016

Estrutura básica dos contos de fadas



Narrativas que giram ao redor de um universo de fantasia, geralmente com a presença de elementos mágicos.
l Início – O tempo é sempre indeterminado, começa frequentemente com “Era uma vez”. Apresentação das personagens e de como elas vivem.l Complicação: após a situação inicial, a história se desenvolve com o surgimento de conflitos e problemas a serem resolvidos.l Desfecho: conclusão da história, com o fim dos conflitos.

Certamente, você já teve contato com os contos de fada, na convivência com os amigos, com os seus familiares e também no ambiente escolar. Por essa razão conhece muitos deles e sabe identificar os elementos que caracterizam esses contos.
Convide, então, dois colegas para, por meio da leitura de um desses contos, recordarem das características desse gênero, darem início a um novo desafio e descobrirem por que e como essas histórias continuam presentes no universo de crianças e adultos. Para isso é importante refletir sobre as características e intenções nelas presentes e participar das propostas de dar a essas histórias novos “lances” e, na seqüência, criar o seu próprio universo de contos de fada.


Fonte: http://profjosideolli.blogspot.com.br/2012/07/estrutura-basica-dos-contos-de-fadas.html

Características dos contos de fadas


Contos de fada são narrativas em que aparecem seres encantados e elementos mágicos pertencentes a um mundo imaginário, maravilhoso. São histórias muito antigas, que eram transmitidas de boca em boca e passada de geração para geração.
Após a invenção da imprensa, as histórias passaram a ser registradas em livros para que as mesmas não fossem perdidas ou esquecidas. Estes contos têm quase sempre uma estrutura simples e fixa. Tem uma característica bem marcante como na sua fórmula inicial: “Era uma vez...’’ e final: “...foram felizes para sempre’’.
Há neles, também, uma ordem existente, ou seja, uma situação inicial; uma ordem perturbadora, quando a situação de equilíbrio inicial se desestabiliza, dando origem a uma série de conflitos que só se interrompem com o aparecimento de uma força maior. A seguir a ordem é restabelecida. Geralmente há personagens do bem e do mal, e a vitória, apesar do sofrimento, sempre é do personagem do bem. O ‘’Era uma vez...’’ nos remete ao passado e serve de passaporte do mundo real para um mundo irreal, mundo da fantasia.
Ao longo do conto, as indicações da natureza são limitadas e vagas, não permitindo determinar com rigor a duração de ação ou localização num contexto histórico preciso. O mesmo ocorre relativamente com espaço: um palácio, uma casa, uma floresta,... Essas características permitem aos contos um caráter atemporal e universal, concedendo a eles uma reatualização permanente, pois podem acontecer em qualquer lugar e tempo.
Eles também são carregados de simbologia: rosa: símbolo do amor; beijo: desperta e faz renascer; lobo mal: algo ou pessoa que, de repente, quer fazer o mal a alguém. Podemos dizer que os contos de fadas trazem a magia que alimenta a imaginação, ajuda a encarar os problemas da vida, a enfrentar desafios e, por inúmeras vezes, até nos trazem esperança.
Fonte: GAGLIARDI, Eliana; AMARAL, Heloisa. Contos de Fadas: Trabalhando com os gêneros do discurso narrar. São Paulo:FTD,2001

Começando a estudar a estrutura dos contos

Origem da Literatura
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Acredita-se que o hábito de contar histórias acompanha o homem desde que
começou a se comunicar. Com o tempo, esta técnica foi incorporando
recursos capazes de prender a atenção dos ouvintes, foi se aprimorando até
chegar aos dias de hoje.
Conto é uma narrativa breve, escrita em prosa, que se caractariza por ser
menor que o romance, com as devidas implicações em sua estrutura: há
poucos personagens, as análises são mais superficiais, e o climax acontece
no final.
O século XIX foi o mais fértil para produzir autores de contos. Destacamse
Edgar Allan Poe, Machado de Assis e Sherazade (a voz feminina que conta
histórias nas mil e uma noites). Escritores amadores se valem das coletâneas
e antologias para publicarem seus contos.

Modalidades de contos

de humor,
fantásticos,
de mistério e terror,
contos realistas,
psicológicos,
religiosos,
minimalistas,

Segundo Ricardo Piglia, um conto bem escrito deve contar duas histórias:
uma em primeiro plano e outra que se constrói em segredo, que seria
revelada somente no final, com o objetivo de surpreender o leitor.
Um conto nasce de uma idéia central que seja claramente definida. Anton
Pavlovich Tchekhov desenvolveu uma história a partir do seguinte enredo:
“Um homem, em Montecarlo, vai ao Cassino, ganha um milhão, volta para
casa e se suicida”.

Estrutura

Os contos possuem uma estrutura muito simples: repare que os contos
infantis começam com “Era uma vez” e terminam com “E foram felizes
para sempre”. Os estudiosos do tema são unânimes em afirmar que uma boa
história deve ter um começo, um meio e um fim. Simples assim.

Introdução 

Ocorre a apresentação do cenário, os personagens e fatos
iniciais, para situar o leitor.

Complicação

É a parte do enredo na qual se desenvolve o conflito, e
devido ao tamanho reduzido, deve ser único.

Desfecho 

Ao contrário do romance, é aqui que a história culmina, e o
elemento surpresa é revelado, e o conflito, resolvido.
O conto é objetivo, geralmente narrado na 3ª pessoa (mas também pode ser
na 1ª). Pelo seu tamanho reduzido, devese
perseguir a concisão de forma
que tudo nele tenha sentido, e seja relevante

Personagens

Aqui ocorre a definição dos personagens principais (Herói, vilão) e dos
secundários (elenco de apoio).
Os perfis devem obedecer aos estereótipos conhecidos, porque não há tempo
para caracterizações complexas de personagens

Elementos

ironia, humor, graça e ser verossímil

Simbologia

Cinderela é um dos mais conhecidos e antigos contos de fadas do mundo. Há
cerca de 3.000 versões diferentes para esta estória. Em 1697, Charles Perraut
publicou um livro chamado “Contos da Mamãe Ganso”, que incluia a
história da Gata Borralheira, como era conhecida no início. Na história
contada por ele, o sapato de cristal continha sangue dos dedos decepados das
irmãs malvadas, condenadas a dançarem até a morte, usando botas de ferro
incandescentes em brasa. (Método de tortura popular na idade média). Walt
Disney teve seu primeiro contato com a história de Cinderela em 1922, mas
só conseguiu iniciar o filme em 1948, com baixo orçamento.
Conta a trajetória de um comerciante que, ao ficar viuvo, casouse
de novo para criar sua filha em um ambiente familiar. Quando o comerciante morreu,
a madrasta e as filhas dela passaram a maltratar Cinderela, além de obrigála
a realizar todo serviço da casa.
E porque ela se manteve ali? Pelo que consta em inúmeras versões da
fábula, todos na cidade gostavam dela. Teoricamente ela não precisava ficar
ali chorando enquanto era maltratada
Há estudos que apontam para uma submissão feminina, domesticada, cuja
situação só se resolve com a ajuda do príncipe. De uma maneira subliminar,
o enredo comunica que a submissão foi necessária para a soluçao do
problema.
Em paralelo, só alcançou a felicidade plena quando se tornou princesa,
conduzida a uma existência superior.

Uma narrativa bem estruturada deve responder as seguintes perguntas:
(Lembrando que os elementos são opcionais)

A estória se desenvolve sobre o que?

Quem são os personagens?

Como o enredo se desenvolve?

Onde ocorre a trama? (cenário)

Quando acontece? (Temporalidade)

O conto, como todo texto literário, deve criar uma identidade com o leitor,
seja um uma situação vivida ou um desejo que ele tenha. Assim é possível
capturar a atenção do leitor, permitindo que ele tenha uma visão do todo.
Segundo Anton Tcheckov, é preferível não dizer o suficiente do que dizer
demais
"Se no conto o autor vence o leitor por nocaute, enquanto no romance, vence
por pontos; no microconto, o nocaute acontece logo no primeiro assalto!
Para tanto, o autor deve ser tão fulminante com as palavras, quanto Mike
Tyson era com as luvas em seus áureos tempos
Alex Gennari

Roteiro

1. Acepção da idéia central. O que acontece no conto, qual é o enredo
principal?
2. Definição dos personagens, com caráter e perfil psicológico. (O heroi, o
vilão, os personagens de apoio)
3. Criação dos temperos (fatos relevantes, marcantes)
4. Estruturação do conflito (obstáculos, ação dos vilões)
5. Ambiente (palácio, floresta, cidade do interior, metrópole)
O primeiro passo do escritor é se tornar um bom leitor. Sartre afirmava que o
ato de escrever implica em leitura. Como leitor, você aprimora e enriquece
seu vocabulário, se inspira... mas principalmente, aprende a se colocar do
outro lado, quando estiver escrevendo.

Fonte: 
©2002 Revista Literária Política de privacidade